Ciclo I – Procedimentos Criativos

Encontros com grupos de teatro e com pesquisadores que tenham repertório e experiência de montagem ou adaptação de temas históricos, pautados pelo teatro épico e pela produção coletiva do teatro de grupo. Esses encontros, abertos ao público, tem por objetivo resgatar abordagens metodológicas de trabalhos teatrais que partem de acontecimentos históricos, abordando os processos criativos desenvolvidos.

Arquivo e Repertório: processos criativos em teatro político

05 de março de 2023, domingo, 14hBiblioteca Mário de Andrade Mônica Santana Palestrante: Mônica Santana Dramaturga, escritora, roteirista e artista multidisciplinar. Transita entre as artes da cena, literatura, artes visuais e comunicação. Doutora e Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Atualmente roteiriza a série audiovisual documental Territórios Negros, de oito episódios para a Tem Dendê Produções. Em 2022, foi autora do texto teatral Uma Leitura dos Búzios, com direção de Marcio Meirelles. Com o solo autoral Isto não é uma mulata (2015-2016), conquistou o Prêmio Braskem de Teatro Baiano 2015 na Categoria Revelação. Em 2022, desenvolveu a audiosérie Love Store – Mercado dos Afetos, assinando roteiro e direção para o podcast e teve seus textos adaptados para o formato áudio no projeto Teatro para Ouvir, também podcast. Em 2020, participou do projeto Write’s Room, do Goethe Institut – Bahia, escrevendo coletivamente ao lado de Aldri Anunciação, Maria Shu, Diego Araúja e Jhonny Salaberg. Como escritora, lançou seu primeiro livro em 2021, reunindo crônicas, escritas ao lado de Ana Fernanda Souza e encampou o projeto Substantivo Luto, disponível on line (http://www.substantivoluto.com.br). Em fevereiro de 2023, lançará seu segundo livro, intitulado Recordações de Becos e Vielas, pela Edtora/Sociedade da Prensa. Tema Partilha do processo de criação do texto da obra Uma Leitura dos Búzios, espetáculo sobre a Revolta dos Búzios (1798), discutindo sobre os entrelaçamentos entre a leitura dos fatos históricos e a produção de fabulação, nas lacunas. Nesta palestra, a pesquisadora retomará a noção de Arquivo e Repertório (Diana Taylor) para pensar as relações e diálogos entre história e criação artística.

Encenar a história: um exercício sobre o presente

04 de março de 2023, sábado, 14hBiblioteca Mário de Andrade Estudo de Cena Palestrantes: Diogo Noventa, Juliana Liegel e Marilza Batista A Estudo de Cena se dedica a encenar acontecimentos da história brasileira para contribuir com a visão histórica do presente e sua desnaturalização. Nesse encontro o grupo vai apresentar e refletir sobre a pesquisa de suas peças, fruto de processos de criação que partem da formulação de perguntas sobre o presente que são passíveis de respostas elaboradas com base na investigação sobre a história.Diogo Noventa é diretor teatral e cineasta. Mestre em Filosofia – Estudos Culturais, pela Universidade de São Paulo (USP). Diretor e fundador da companhia Estudo de Cena onde desde 2005 atua como dramaturgo, produtor e diretor das peças e filmes do grupo. Juliana Liegel é atriz, arte educadora, contadora de histórias, produtora e figurinista do grupo. Marilza Batista é atriz em teatro, cinema e dublagem e uma das artistas criadoras do grupo.

Uma parte de mim é sobrevivente, a outra insurgente

04 de fevereiro de 2023, sábado, 14hBiblioteca Mário de Andrade Laboratório de Técnica Dramática – LABTD Palestrante: Ave Terrena Ave Terrena Alves é atriz, escritora, dramaturga, poeta, diretora teatral, performer e um dos ícones da representatividade trans no mundo artístico. É orientadora do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André, integrante dos grupos LABTD e Queda para o Alto. Em SP, sua dramaturgia leva aos palcos o intenso legado de violência da ditadura civil-militar de 1964 sobre os corpos transgêneros. Autora da peça “As três Uiaras de SP City”, montada com o grupo Laboratório de Técnica Dramática e inspirada nos relatórios da Comissão da Verdade. Temas da palestra:

Teatro e história no trabalho da Companhia do Latão

28 de janeiro de 2023, sábado, 14hBiblioteca Mário de Andrade Companhia do Latão Palestrantes: Sérgio de Carvalho e Helena Albergaria A Companhia do Latão é um grupo teatral de São Paulo interessado na reflexão crítica sobre a sociedade atual. Seu trabalho inclui espetáculos, atividades pedagógicas, a edição da revista de teatro “Vintém” e do jornal de artes “Traulito”, bem como uma série de experimentos artísticos. A origem do grupo se liga à montagem de Ensaio para Danton em 1996, livre adaptação de A morte de Danton, de Georg Büchner. Em 1997 o diretor Sérgio de Carvalho organiza o projeto “Pesquisa em teatro dialético no Teatro de Arena”, que teve sua abertura pública com a leitura de A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht. Em paralelo, o grupo realiza um estudo da teoria brechtiana aplicado à representação da sociedade brasileira que modela seu trabalho nos anos seguintes, gerando peças como Ensaio sobre o Latão (1997) e O nome do sujeito, de 1998. A crise política que toma conta do país no período se expressa na dramaturgia de O pão e a Pedra, espetáculo de 2016 sobre a greve dos metalúrgicos de 1979. Em 2018, o grupo encena Lugar nenhum, parábola sobre os impasses da cultura política do país, e em 2019, O mundo Está Cheio de Nós, montagem concebida para apresentações ao ar livre e que circulou por bairros periféricos da cidade de São Paulo. No período, o grupo segue com a procura de interação entre atividades cênicas, pedagógicas e editoriais, e com a pesquisa de novas formas de representação das contradições da sociedade brasileira.Sérgio de Carvalho, dramaturgo e diretor da Companhia do Latão, grupo teatral de São Paulo, Brasil. É professor livre-docente na Universidade de São Paulo na área de dramaturgia. Entre seus livros estão Três peças da Companhia do Latão (Editora Temporal, 2019). Helena Albergaria Formada em Artes Cênicas pela USP, é integrante da Cia do Latão desde 2001 onde atua como atriz, dramaturga e figurinista. Com a carreira dedicada ao cinema e ao teatro — com indicação ao Prêmio Shell de Teatro, Helena também possui reconhecido talento como preparadora de elenco.

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